COM

O Comité Olímpico de Moçambique (COM) é uma associação civil, sem fins lucrativos, com personalidade jurídica e natureza desportiva.

Tem por missão divulgar e defender o Movimento Olímpico e o desporto em geral, em conformidade com a Carta Olímpica.
Promover especialmente junto da Juventude, das escolas e universidades o gosto pela prática desportiva como meio de formação do carácter, de defesa da saúde, do ambiente de coesão e integração social.
Lutar contra o uso de substâncias e métodos proibidos, observando as normas do Código Médico do Comité Olímpico Internacional.
Promover a observância da Ética Desportiva nas competições e nas relações entre os agentes desportivos.

Colaborar na preparação e formação de dirigentes desportivos tendo em vista a difusão dos princípios fundamentais do olimpismo.
Assegurar a representação nacional nos Jogos Olímpicos e noutras manifestações patrocinadas pelo COI.

Cronologia

O Comité Olímpico de Moçambique, foi criado em 1978, por um Despacho Ministerial, exarado pela então Ministra da Educação e Cultura, a Sra. Graça Machel, com o objectivo de Moçambique participar pela primeira vez em Jogos Olímpicos, no caso, foram os Jogos Olímpicos de Moscovo, na então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, em 1980.

Nesse ano, o nosso País participou com 11 atletas do atletismo e da natação, que foram Eduardo Costa, nos 100 metros  masculinos;  Constantino Reis, 200 metros masculinos; Vicente Santos, 1.500 metros masculinos; Pedro Mulomo, 5.000 metros  masculinos; Dias Alface, 10.000 metros masculinos; Abdul Ismail, 110 metros barreiras masculinos; Stélio Craverinha salto a distância masculino; Acácia Mate, 800 metros femininos;  e Ludovina Oliveira, lançamento de disco feminino.

Na natação, Edgar Martins nadou 100 metros livre masculinos e Ntewane Machel 200 metros livre masculinos.
No rescaldo da estreia de Moçambique em Jogos Olímpicos, todos os atletas que representaram o País não conseguiram avançar para as eliminatórias seguintes.
Nos anos subsequentes, Moçambique participou em mais oito edições de Jogos Olímpicos.
Destas nove participações, Moçambique tem na Lurdes Mutola o seu expoente máximo.
A atleta olímpica conquistou a Medalha de Bronze nos Jogos de Atlanta, Estados Unidos, em 1996, nos 800 metros.
Em 2000, a “Menina de Ouro” conseguiu a Medalha de Ouro na mesma prova, nos Jogos Olímpicos que decorreram em Sydney, na Austrália.

NO que a história do Organismo diz respeito,  o Comité Olímpico de Moçambique teve três presidentes.
O primeiro presidente foi Fernando Ganhão, que faleceu em 2008, e foi substituído por Marcelino Macome, que desempenhava o papel de Vogal no elenco do então presidente do organismo, Fernando Ganhão.
Por sua vez, Marcelino Macome deixou o cargo de presidente em 2017, para o seu secretário-geral, Aníbal Manave, através de eleições que o colocaram em disputa com o antigo Ministro da Juventude e Desporto, Joel Libombo.
Actualmente, o Comité Olímpico de Moçambique tem três Vice-presidentes, Francisco Mabjaia, Valige Tauabo e Moisés Mabunda e um secretário-geral,  Penalva César.

Entretanto, Marcelino Macome é Presidente Honorário do organismo.
O COM tem ainda na sua estrutura, um Gabinete Técnico, Comissão de Atletas, Comissão Médica e ant-Doping, Comissão Jurídica e Financeira e Marketing e Relações Públicas,
A quando da sua criação através de Despacho Ministerial o Comité Olímpico era designado Comité Olímpico Nacional da República Popular de Moçambique.
O nome viria a mudar para Comité Olímpico de Moçambique em 2010, através de Despacho assinado pela então Ministra da Justiça Maria Benvinda Delfina Levy.
Foi também reconhecido nesse ano como personalidade jurídica através do Decreto nº 21/91, de 3 de Outubro e nos termos dispostos no nº 1 do artigo 5 da Lei nº 8/91, de 18 de Julho.